segunda-feira, 16 de julho de 2012

Sobre a discussão da mudança do recorte etário para o ingresso no Ensino Fundamental

Oi, gente!

Hoje realizamos uma reunião emergencial do Fórum Mineiro de Educação Infantil para discutir e tirar estratégias contra a decisão da justiça de antecipar a entrada das crianças no ensino fundamental . Para quem não está acompanhando a discussão, a Secretaria Estadual de Educação e a Secretaria Municipal de Educação de BH publicaram uma Resolução conjunta estabelecendo que todas as crianças que nasceram em 2007 devem fazer o cadastro escolar para garantir vaga no ensino fundamental no ano de 2012. Isso significa que muitas crianças que hoje tem 4 anos, sairão das UMEIs e vão direto para o primeiro ano do EF (turma de 6 anos).

Esta decisão está respaldada por uma ação civil pública iniciada em Pernambuco pelo MP que determina que as crianças devem ter assegurada a matrícula no EF no ano que completarem 6 anos. Com isso, retira-se das crianças de 6 anos incompletos um ano de educação infantil, empurrando-as atemporalmente para o primeiro ano do primeiro ciclo do EF.

Amanhã teremos uma reunião com o Promotor Celso Penna para solicitar à Promotoria que peça a suspensão da liminar que obriga a mudança do recorte até que o Supremo Tribunal Federal julgue a matéria. Entendemos que a manutenção dessa obrigatoriedade é retirar o direito à educação infantil dessas crianças. Estarão nesta reunião 3 representantes das mães/ pais (Alan, Pollyana e Graziele); 1 representante do Fórum (Mônica - coordenadora); 1 representante das professoras da educação infantil e direção de instituições de EI (Antonieta) e 1 representante dos gestores ( Rosalba - Contagem). Convidamos quem mais quiser participar para ir ao MP da Infância e da Juventude, pois ficaremos na porta e esta pressão demonstra que tem muita gente incomodada com esta mudança.

Reunião amanhã com o Promotor Celso Penna.
Data:17 de julho
Horário: 15h
Endereço: Av. OLegário Maciel, 555.

Depois nos reuniremos no SIND REDE (av. Amazonas, 491, sl 1009) para tirar os próximos encaminhamentos.
Outros encaminhamentos apontados hj:
1) Escrita de uma carta aberta para ser entregue ao promotor e divulgada nas redes sociais (quase pronta!);
2) Criação de um blog http://5anosnaeducacaoinfantil.blogspot.com.br/ e uma página no face http://www.facebook.com/5AnosNaEducacaoInfantil(vamos curtir, gente!) para trocarmos informações e divulgarmos ações;
3) Criação de um adesivo em defesa à permanência das crianças de 6 anos incompletos na ed infantil;
4) Abaixo-assinado virtual e em papel (aguardando reunião com o promotor para ser elaborado).
Quem puder estar presente amanhã será bem vindo. Divulguem para os pais e mães das UMEIS e Escolas de vcs.
Abraços,
Thaís

sábado, 5 de maio de 2012

NÃO ASSINAR O TERMO DE COMPROMISSO antes da reunião de representantes na terça-feira

"Ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo"


Encaminhamentos da Reunião na UMEI Carlos Prates

1) NÃO ASSINAR O TERMO DE COMPROMISSO antes da reunião de representantes na terça-feira. O termo de compromisso precisa ser cuidadosamente analisado para avaliarmos as implicações jurídicas e polícas desta assinatura. Preliminarmente avaliamos que com estas assinaturas estaremos permitindo ...que a PBH tenha o quadro completo e fácil de quem esteve em greve e por quanto tempo, localizando, inclusive, os locais e pessoas mais engajados na luta. Outros problemas apontados e já discutidos aqui é com relação às licenças, a decisão individual e coletiva se tem o desejo de pagar alguns ou todos os dias (afinal houve corte de ponto). A exigência de assinatura do termo nunca foi utilizada na educação e vem como mais uma imposição da SMED à educação infantil. Enfatizamos que a direção do sindicato fará uma reunião na segunda à tarde, portanto não devemos agir antes que eles se posicionem.

2) Encaminhar para o Sind Rede as seguintes propostas para análise na reunião da diretoria na segunda e apresentadas na reunião de representantes na terça:

2.1) O termo de compromisso não deve ser assinado por ninguém. A proposta da PBH enviada na Assembleia afirmava que "IV- após o término do movimento grevista a Secretaria Municipal de Educação avaliará em conjunto com os pais ... e o Sind Rede BH a reposição das aulas não ministradas durante o período de greve..." portanto não podemos assinar o termo antes de sabermos qual o calendário negociado com a comunidade escolar. Não podemos dar um cheque em branco para a PBH. Nosso compromisso de reposição será enviado na Ata da Assembleia que votar o calendário, junto com a assinatura de todos os presentes.

2.2) O compromisso de reposição (sem assinatura do termo) só será feito mediante o pagamento imediato dos dias cortados. Precisamos, também, denunciar o corte de ponto de uma greve legal na justiça e no MP.

2.3) O calendário de reposição precisa de pelo menos 20 sábados. Se não houver acordo por parte da SMED, devemos fazer o calendário conjunto fora dos padrões da portaria e entregar coletivamente na SMED.

2.4) Chamar o colegiado e assembleia escolar para votar o calendário de reposição (caso seja acordado o pagamento imediato - por OP) o mais rápido possível.

Divulguem para o maior número de pessoas possíveis, pois estamos preocupadas das pessoas assinarem este termo na segunda-feira. Precisamos ter calma neste momento para não criar problemas futuros.

Abraços.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Assino???

Diante da publicação da portaria do calendário e da discussão sobre a assinatura do termo de compromisso com prazo determinado e apertado; da leitura do PL 2068/12 agendado a votação em primeiro turno para terça-feira e a necessidade de analisarmos alguns pontos da proposta da PBH para o fim da greve, agendamos às 16h uma reunião na UMEI Carlos Prates amanhã dia 05, sábado. Pela urgência do momento não podemos esperar até semana q vem. Gostaríamos de contar com a presença de vcs para determinarmos os encaminhamentos e estratégias. Thaís - Coletivo Travessia

domingo, 29 de abril de 2012

Eu não quero mais brincar de Pollyana


Li o livro quando era pequena. Ele mostra o lado bom dentro de incidentes da vida. Neste momento, quando estamos realmente frustradas, tristes e com muito trabalho pela frente (o calendário de reposição vai ser difícil!), fomos convidadas por amigas e colegas de profissão a brincar de Pollyana. Eu acredito na greve como instrumento de luta para mudar momentaneamente  a correlação de forças entre patrão e empregado. E nós conseguimos por mais de 40 dias tirar a força da PBH e revertê-la em coragem para a gente. CORAGEM, esta é a palavra que ressoa em meu ouvido durante toda a greve.

A prefeitura nos coagiu e nos pressionou. A pressão é a função dela mesmo, afinal desestabilizamos a balança entre quem manda e quem obedece. Nós mandamos na greve! Cabe a eles pressionar, ou agir sem ética com coação. Mas tivemos também uma ameaça de onde não esperávamos: a ameaça de dentro da greve que pesou sobre os ombros das lideranças. Nossa maior ameaça veio do colega e amigo ao lado. Ameaças concretizadas que afirmavam o tempo todo que não conseguiam mais ficar na greve e voltariam sozinhas. Este é o aprendizado que devemos ter nesta greve: a Assembleia é a instância de decisão da categoria. As disputas devem ser feitas lá. Ela é deliberativa, e não consultiva. Reuniões no coletivo das escolas são essenciais para tomar posição na Assembleia, mas não para tomar decisões por ela. Erramos feio quando tomamos a decisão por escola!

Nos últimos comandos de greve saíamos cabisbaixas. Não era o peso das decisões que nos consumiam, pois temos clareza que devemos tomar decisões estratégicas e difíceis. O que nos consumia era sermos responsáveis pela permanência na greve por tanta gente. Ao invés de construirmos coletivamente a autonomia para tomar decisões, construímos uma relação de confiança cega, reforçada todas as vezes que ouvíamos falar em Assembleia: vamos avisar a vocês quando não der mais para continuar. Minha bola de cristal quebrou no processo. Errei feio avaliações, disse que vereadores específicos eram perder tempo e eles assinaram o substitutivo. Disse que vereadores iriam assinar o apoio e eles se esquivaram. Não fui só eu que errei neste caminho.

Não estou ressaltando erros para dizer que não devíamos confiar nas pessoas e nas suas avaliações, mas estou afirmando com convicção que as lideranças falham e confiar sem questionar é problemático, pois tiramos do coletivo a possibilidade de reflexão e de criarmos estratégias mais consistentes. Diminuímos a possibilidade de conquistas. Desta maneira, apesar da felicidade extrema ao ver uma assembleia por várias vezes votar por unanimidade a continuidade da greve, questiono o que se passava neste processo. Não havia mesmo dúvida? A confiança era extrema, e portanto tutelar? Ou havia um sentimento de vergonha de se colocar, medo de enfrentar as posições?

Acredito no processo de aprendizagem que aconteceu nesta greve. Este sim é um ponto positivo, no entanto não atingimos nosso objetivo. O objetivo era a UNIFICAÇÃO, e não a greve ou a visibilidade que daríamos ao nosso trabalho na cidade. Não era nosso objetivo chamar as pessoas para greve ou não ter corte de ponto. Dentro do processo essas questões foram importantes, mas não eram o objetivo da greve.

Não quero novamente ter medo de não conseguir lutar em um futuro próximo, pois isto tomou uma grande proporção nos últimos dias, dando lugar ao sentimento de estarmos sozinhas no meio da multidão. Não olhamos quem estava ao nosso lado, e sim quem deixou de estar. Demos importância às cadeiras vazias, e deixamos de lado as cadeiras cheias de convicção. E desta maneira começamos a pensar como acabar com a greve com o coração de dever cumprido no lugar de ainda pensarmos como garantir o nosso objetivo final.

Acredito que vamos lutar novamente em breve, pois temos a incrível capacidade de superação dos erros. Reforço que não estou refletindo em cima destes erros para criar no imaginário o sentimento de derrota, mas perdemos uma chance importante ao perder o foco. Isto trará consequências que com o tempo tentaremos amenizar.  E tenho certeza que os erros serão ressignificados para permitir a superação deles em um próximo momento.

Não quero brincar de Pollyana. Não estou feliz com o desfecho da greve.
Thaís

sábado, 21 de abril de 2012

Abaixo assinado virtual

Oi, gente!
Assinem o abaixo-assinado pela unificação da carreira. A abrangência é nacional, portanto divulguem para todos. A ed infantil exige o fim da discriminação a esta etapa da educação básica.

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N23660

Abraços,
Thaís

Obs: estamos com quase 400 assinaturas.