segunda-feira, 21 de julho de 2008

Reunião na SMED sobre a Educação Infantil

Hoje, 21 de julho, reunimos com a Mayrce (Gerente da Coordenação de Educação Infantil da SMED) para discutir vários problemas da educação infantil da RMEBH. Estavam presentes pela diretoria do sindicato Consola, Cristiane e Thaís.

O primeiro ponto da conversa foi sobre a readaptação funcional e adoecimento em serviço das professoras da educação infantil. Segundo a gerente, a preferência é que as professoras permaneçam no serviço desempenhando atividades que não agrave o quadro médico. Desta maneira, se o laudo for por motivo de voz, dá-se preferência para que a professora desempenhe suas funções no berçário, onde não é necessário tanto esforço para falar (pode-se falar mais de perto com o bebê, não sendo necessário gritar ou falar em tom de voz mais alto). Se for problema na coluna, não sendo permitido pegar peso, a readaptação acontece na turma de 5 anos onde as crianças são mais autônomas. Mayrce esclareceu ainda que semana retrasada ela teve uma reunião na junta médica sobre o assunto e foi esclarecido que a diretora da escola tem autonomia para enviar um ofício ou conversar com a junta médica caso a readaptação não esteja sendo adequada para a professora ou para as possibilidades de organização da escola. Está em discussão na SMED a possibilidade das professoras em readaptação funcional, que não puderem permanecer na docência, ficarem como apoio à coordenação, fora do 1.5. Na reunião que houve na semana passada, sobre readaptação, ficou combinado que marcaríamos uma reunião com a junta médica para tratarmos de licenças e laudos na educação infantil, assim que a gerente da junta retorne do recesso.

Solicitamos a ampliação do número de professoras por turma para a educação infantil. A Mayrce concordou que o quantitativo é baixo, mas que diante da demanda de crianças não atendidas na capital mineira, esta ampliação é praticamente impossível.

Ao questionarmos sobre a alimentação para as crianças das escolas com turmas de educação infantil (diferente da alimentação oferecida nas UMEIS), afirmou ser uma preocupação que no momento não há como resolver. Segundo ela, já foram feitas algumas reuniões com a Secretaria de Abastecimento que apontaram a necessidade de repensar a merenda para a faixa etária de 2 a 5 anos nas escolas, mas a infra-estrutura (espaço físico da cantina e nº de profissionais) não permitiram que se fizesse uma merenda diferente para a educação infantil e outra para os demais ciclos da educação básica. Sugerimos que na proposta de reforma das cantinas das escolas, fosse dada prioridade às cantinas das escolas que tem educação infantil, pensando na necessidade nutricional diferenciada para as diversas faixas etárias.

Com relação à eleição escolar 2008, a gerente afirmou ser uma demanda também do núcleo da educação infantil que as educadoras possam concorrer e tomar posse, pois reconhecem a importância desta demanda. Segundo o Secretário Hugo Vocurca (chegou neste momento da reunião, entrou, falou e saiu), as educadoras poderão concorrer por causa da decisão judicial, não afirmando se isto será contemplado na portaria das eleições escolares de 2008 e nem sobre a posse para as eleitas.

O último ponto abordado foi com relação às formações para a educação infantil. Ano passado o modelo adotado foi de que 1/3 das professoras saíssem da escola para a formação e os outros 2/3 mantivessem o dia letivo dos/as alunos/as. Como as avaliações deste modelo foram negativas, muitas escolas ficaram impossibilitadas de participar, este ano a escolha foi por representação (formação das coordenadoras e de um representante por turno da escola). Com a possibilidade da formação ser remunerada fora do horário de trabalho, imaginou-se outro modelo. No entanto esta possibilidade foi descartada, por motivos não explicitados na reunião, portanto para o segundo semestre a formação será optativa para quem tiver interesse. A escola pode se organizar permitindo que todos/as participem, pois serão oferecidos em 5 dias diferentes. As temáticas da formação são as múltiplas linguagens e tem por objetivo continuar a construção das diretrizes curriculares para a educação infantil.



Thaís e Cris.

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